Exercício de implícitos
Nem lembrava que tinha escrito esse texto. A Ana Santo lembrou ontem. É divertido até.
- Vaca.
- Ainda acordado?
- Rameira.
- Agressão gratuita?
- Quantos?
- Nenhum, mas bem que…
- Quem nasce para vintém, nunca chega a tostão.
- Pelo menos, naquele tempo, tinha o que comer.
- Belo prêmio por sustentar você e a velha.
- Não preciso de nada seu. Posso me virar sozinha.
- Isso não é nenhuma novidade.
- Não vou mais suportar isso. Longe daqui, mamãe não escutará mais suas baixarias.
- A velha até surda é.
- Mas sente o cheiro de podre.
- Já vão tarde.
- Um minuto. (silêncio) Esse apartamento é de mamãe?
- Então eu parto, mas minha viagem não tem volta.
Do quarto:
- Presenteou algum dos seus machos com meu revólver?
- Pagou a última conta de luz com ele.
- Devia ter desconfiado. Casando com uma p… minha vida seria uma zona.

