Apenas o fim, menos ruim que Titanic*
Tudo que li sobre Apenas o Fim aponta o filme como um novo caminho para o cinema brasileiro. Tudo que vi em Apenas o Fim foi uma tentativa de imitar os filmes de Domingos de Oliveira e (que os deuses do cinema me perdoem) Masculino-Feminino, de Godard.
Porém, a comédia romântica, de Matheus Souza, ainda estudante de cinema, tem o mérito de ser produzida com apenas R$ 8 mil reais e uma câmera. Os diálogos, tão festejados por serem recheados de referências das últimas duas décadas, são bem escritos. A direção é bonitinha. Erika Mader comprova que é uma fofa. E Gregorio Dudivier está ótimo na imitação de Selton Melo.
Poderia dizer que Apenas o Fim é um filme inteligente caso eu nunca tivesse visto um. No entanto, defino como queridinho. E torço pra que Matheus Souza descole das referências acadêmicas e descubra seu caminho autêntico. Boa sorte, Matheus. É apenas o começo.
De qualquer forma, vale conferir no cinema, considerando que você pagou pra ver Titanic.
*Para os chatos: sei que “menos ruim” não existe.

