A revolução da mídia participativa

Valeu a pena ficar acordado até tarde. Era quase duas da manhã quando Nanni Rios postou no twitter o link do vídeo abaixo no qual Henry Jenkins, teórico da mídia, fala sobre as transformações que a mídia participava está promovendo. Vale cada segundo. Amanhã pretendo escrever sobre.

Blooks

Blook [bluk] [anglismo] [de blog + book] s.m.
1. Gênero surgido na internet que se utilize da formatação dos blogs para publicar obra literária ou artística. 2. Textos de um blog impressos em formato de livro. 3. Gíria nos cassinos norte-americanos para a carta Curinga.

A definição acima abre o programa da exposição Blooks – Tribos e Letras na Rede, iniciada semana passada, no SESC/Pinheiros. Sábado, a convite de Tiago Moralles, fui conferir. As paredes pretas cobertas com fragmentos de textos extraídos de blogs. Na estrutura de vidro, projeções. Sons diversos. O clima lembra às madrugadas que escrevo em frente ao computador. Do lado oposto à porta, três sofás, mouses sobre os braços. Em frente, o vidro mostra o conteúdo real da exposição: prosa, poesia e HQ’s, tudo retirado da rede.

Sinceramente, esperava mais interatividade, mais surpresas. Talvez porque eu já esteja familiarizado com muitos dos textos e blogs expostos e o objetivo da exposição seja levar o que é produzido na internet para pessoas que não consomem arte na internet. Ou talvez seja pela confusão que está proposta na definição 1 para Blook: “Gênero surgido na internet que se utilize da formatação dos blogs para publicar obra literária ou artística”. Bakhtin e os demais formalistas russos, que dedicaram tanto tempo ao estudo dos gêneros, devem estar se revirando nos caixões. NA BLOOKS, NÃO HÁ NOVO GÊNERO. O que há é um novo meio, uma forma dinâmica de veicular a produção. Forma essa que possibilita a publicação de textos excelentes, como os que são encontrados na Blooks, mas também de uma infinidade de textos de má qualidade que se sustentam com desculpa da efemeridade da internet.

Vejo a internet reivindicar o reconhecimento de espaço legítimo para a arte, mas, em contrapartida, vejo a prostituição da literatura que é publicada sem nenhum critério. Tem mais ou menos um mês que conheço Tiago Moralles virtualmente e ao encontrar com ele confirmei a impressão que tinha lendo o seu blog de microcontos: é um cara que se preocupa com a qualidade do que vai postar e LÊ. Esse é o ponto chave da literatura de blog hoje, a maioria das pessoas não lê, não conhecem o que foi produzido e publicam qualquer coisa.

Acredito na literatura da internet, tanto que é um dos motivos pelo qual mantenho esse blog. E também, por isso, vou às mesas de debates e oficinas que a Blooks oferece. Debates como “literatura sem papel” (13/05), “Hiperlíngua: transformações da palavra” (27/05) e “A primeira pessoa na literatura digital” (03/06) são fundamentais para a constituição de um novo gênero de verdade que nasça na internet.

Fique de olho. Manterei o blog atualizado sobre os debates e oficinas da Blooks.

18:30

Carros parados, fumaça e vontade de chegar em casa. Esse é o retrato das principais cidades do mundo às 18:30. A mesma tranqueira que consome o tempo também é matéria criativa do novo trabalho do microcontista Samir Mesquita, que segue a proposta de buscar suportes não convencionais para os seus textos. Os microcontos de 18:30 são possíveis de lerm em dois formatos: no “livro” impresso, um grande engarrafamento no qual cada carro traz uma história; ou no site, clicando nos carrinhos.

O primeiro trabalho de Samir, Dois Palitos, também tem suportes muito interessante: na versão on-line, a cada fósforo riscado, surge um novo texto; na versão impressa, os textos encontram-se em caixas de fósforo personalizadas. Tirar o texto da estante é uma ótima saída para o microconto que cabe no Twitter, em cartazes de rua e, como no caso de Dois Palitos, numa caixa de fósforo.

O microconto é uma boa saída para leitores e autores que, a cada dia, encontram menos tempo para se dedicar a grandes textos. Porém o que mais me chama a atenção nesse trabalho de Samir é a distribuição do livro. Para receber a versão impressa, você envia para o autor um dos livros de uma seleção prévia que “ajudarão na formação desse jovem escritor”. Interessante, ações assim me fazem pensar:

1) Com as novas formas de distribuição dos textos, do que viverão os escritores?

2) Estará a indústria editorial entrando na mesma estrada da fonográfica?

Literatura em 140 letras

Para a coluna no Portal dos Artistas Gaúchos, escrevi um apanhado sobre a literatura no Twitter hoje. Microcontos, haikais, adaptações de narrativas maiores. Quer conferir? Vai lá http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?cid=262

Livro digital, literatura universal

No último dia 02 de fevereiro, a Amazon lançou o Kindle 2.0. O novo leitor de e-books, disponível para compra desde de 24 de fevereiro, tem capacidade de armazenar aproximadamente 1.500 títulos. Atualmente, o site da Amazon dispõe de 90 mil títulos para venda, sistema parecido com o Itunes. O usuário do Kindle tem a possibilidade de conectar o leitor à rede sem fio e adquirir os títulos preferidos.

O pensamento de que tecnologias como a do Kindle acabarão com o velho e bom livro anda no ritmo da atual angústia desenfreada pelo novo. O último modelo de Televisão ultradigital, a última palavra em celulares que cozinham pipoca, a superinovação em transmissão de dados. Besteira. Boa parte do que nos é oferecido não passa de besteira. Portanto, se, no futuro, as pessoas lerem histórias inteiras sobre lâminas de cristal líquido, a verdadeira diferença deverá estar no conteúdo. Grandes histórias, cheias de hiperlinks, existem antes mesmo da escrita, Homero que o diga. O que sustenta a boa literatura é o texto, não o meio.

Dessa forma, acredito que “atual” é saber transitar pelo novo sem falar em nome da novidade. Tem que soar autêntico, natural. Um ótimo exemplo disso é o livro de contos Trocando em Miúdos, lançado por Luiz Paulo Faccioli no fim de 2008. Na antologia, Faccioli apresenta quinze contos livremente inspirados nas músicas de Chico Buarque. Mesmo tratando-se de prosa, o leitor percebe o ritmo da lírica suburbana de Chico em belos contos, como Coração Suburbano II, no qual a protagonista apenas busca um amor para lhe acompanhar. Leitura que tem encontro marcado com a trilha sonora.

Misturar literatura e música também é a proposta da Mojo Books . Desde 2006, a editora disponibiliza aos internautas e-book de ficção inspirada em música. Hoje, a editora soma 112 livros lançados, 115 singles e mais 5 quadrinhos. Entre os autores, nomes de todos o país como o Marcelino Freire, que emplacou na Mojo com uma livre versão de minicontos inspirados no genial disco de Stan Getz e João Gilberto. A Mojo não tem preferências por estilos musicais, só restringe que a referência ao disco deve ser mantida no campo da inspiração, ou seja, não são permitidas referências diretas às letras das músicas, traduções ou versões.

Criar a partir de outra linguagem, explorando formas, conectando sentidos sem ter a pretensão de soar inovador: creio nesse caminho. Certa vez, Charles Kiefer me falou: há autores que inovam e há os que são lidos. Não prego para que se deixe de lado a tecnologia, muito menos as inovações estéticas. Porém, acredito plenamente que, mesmo com tanta tecnologia, só o conteúdo transforma o homem. Tanto no Kindlen quanto nos aedos, boa literatura é universal.

Mauro Paz, artigo publicado no portal Artistas Gaúchos em 25/02/2009

Literatura digital no SESC Pinheiros

Desde o início dessa década, a literatura vem se modificando em função da internet. Nem digo os blogs, que são apenas suporte estático, mas sim a linguagem literária unida às infinitas possibilidades de expressão que a internet possibilita: vídeos, animações, games, som. Quando comecei a pesquisar sobre o assunto, em 2006, pouco havia no Brasil. Mas hoje o movimento ganha força e a prova disso é a programação do SESC Pinheiros para os meses de maio e junho. O programa começa com a abertura da exposição interativa Books no dia e segue com mesas de debates sobre o tema, oficinas de criação literária na web e performances. Acesse a programação .

Vou ao máximo de atividades que a agenda permitir. E comentarei diariamente aqui no blog. Em maio, fique ligado.

Reciclator Beta

Tudo vira notícia na internet: coisas simples, ridículas, extravagantes, recicláveis. Qualquer coisa é motivo de milhares de e-mails e mensagens no MSN com links. Hoje passando pelo Orkut de uma amiga, achei o vídeo acima. É bonitinho, a música é como batata frita, difícil achar alguém que não goste. Porém, esconde uma história trágica. Tcha-rã-nã-nã.
Essa coisa tosca, digna de uma pauta livre numa agência de publicidade ou de uma brincadeira de criança, foi feita por um diretor de verdade, um cara que faz cinema. Entre os filmes dele no youtube, o mais visto, com mais de 3 milhões de visualizações, era esse que postei. Os demais tinham no máximo 17 mil. Não que seja pouco, mas os menos vistos são os trabalhos que o cara pensou realmente e perdeu noites finalizando, enquanto esse clipe simplório feito de qualquer jeito foi visto por 3.000.000 de pessoas (haja zeros).
Posso tirar uma lição disso? Não sei, mas vou lançar meu lixo reciclado também. Segue abaixo:

A revolução da mídia participativa

Valeu a pena ficar acordado até tarde. Era quase duas da manhã quando Nanni Rios postou no twitter o link do vídeo abaixo no qual Henry Jenkins, teórico da mídia, fala sobre as transformações que a mídia participava está promovendo. Vale cada segundo. Amanhã pretendo escrever sobre.

Blooks

Blook [bluk] [anglismo] [de blog + book] s.m.
1. Gênero surgido na internet que se utilize da formatação dos blogs para publicar obra literária ou artística. 2. Textos de um blog impressos em formato de livro. 3. Gíria nos cassinos norte-americanos para a carta Curinga.

A definição acima abre o programa da exposição Blooks – Tribos e Letras na Rede, iniciada semana passada, no SESC/Pinheiros. Sábado, a convite de Tiago Moralles, fui conferir. As paredes pretas cobertas com fragmentos de textos extraídos de blogs. Na estrutura de vidro, projeções. Sons diversos. O clima lembra às madrugadas que escrevo em frente ao computador. Do lado oposto à porta, três sofás, mouses sobre os braços. Em frente, o vidro mostra o conteúdo real da exposição: prosa, poesia e HQ’s, tudo retirado da rede.

Sinceramente, esperava mais interatividade, mais surpresas. Talvez porque eu já esteja familiarizado com muitos dos textos e blogs expostos e o objetivo da exposição seja levar o que é produzido na internet para pessoas que não consomem arte na internet. Ou talvez seja pela confusão que está proposta na definição 1 para Blook: “Gênero surgido na internet que se utilize da formatação dos blogs para publicar obra literária ou artística”. Bakhtin e os demais formalistas russos, que dedicaram tanto tempo ao estudo dos gêneros, devem estar se revirando nos caixões. NA BLOOKS, NÃO HÁ NOVO GÊNERO. O que há é um novo meio, uma forma dinâmica de veicular a produção. Forma essa que possibilita a publicação de textos excelentes, como os que são encontrados na Blooks, mas também de uma infinidade de textos de má qualidade que se sustentam com desculpa da efemeridade da internet.

Vejo a internet reivindicar o reconhecimento de espaço legítimo para a arte, mas, em contrapartida, vejo a prostituição da literatura que é publicada sem nenhum critério. Tem mais ou menos um mês que conheço Tiago Moralles virtualmente e ao encontrar com ele confirmei a impressão que tinha lendo o seu blog de microcontos: é um cara que se preocupa com a qualidade do que vai postar e LÊ. Esse é o ponto chave da literatura de blog hoje, a maioria das pessoas não lê, não conhecem o que foi produzido e publicam qualquer coisa.

Acredito na literatura da internet, tanto que é um dos motivos pelo qual mantenho esse blog. E também, por isso, vou às mesas de debates e oficinas que a Blooks oferece. Debates como “literatura sem papel” (13/05), “Hiperlíngua: transformações da palavra” (27/05) e “A primeira pessoa na literatura digital” (03/06) são fundamentais para a constituição de um novo gênero de verdade que nasça na internet.

Fique de olho. Manterei o blog atualizado sobre os debates e oficinas da Blooks.

18:30

Carros parados, fumaça e vontade de chegar em casa. Esse é o retrato das principais cidades do mundo às 18:30. A mesma tranqueira que consome o tempo também é matéria criativa do novo trabalho do microcontista Samir Mesquita, que segue a proposta de buscar suportes não convencionais para os seus textos. Os microcontos de 18:30 são possíveis de lerm em dois formatos: no “livro” impresso, um grande engarrafamento no qual cada carro traz uma história; ou no site, clicando nos carrinhos.

O primeiro trabalho de Samir, Dois Palitos, também tem suportes muito interessante: na versão on-line, a cada fósforo riscado, surge um novo texto; na versão impressa, os textos encontram-se em caixas de fósforo personalizadas. Tirar o texto da estante é uma ótima saída para o microconto que cabe no Twitter, em cartazes de rua e, como no caso de Dois Palitos, numa caixa de fósforo.

O microconto é uma boa saída para leitores e autores que, a cada dia, encontram menos tempo para se dedicar a grandes textos. Porém o que mais me chama a atenção nesse trabalho de Samir é a distribuição do livro. Para receber a versão impressa, você envia para o autor um dos livros de uma seleção prévia que “ajudarão na formação desse jovem escritor”. Interessante, ações assim me fazem pensar:

1) Com as novas formas de distribuição dos textos, do que viverão os escritores?

2) Estará a indústria editorial entrando na mesma estrada da fonográfica?

Literatura em 140 letras

Para a coluna no Portal dos Artistas Gaúchos, escrevi um apanhado sobre a literatura no Twitter hoje. Microcontos, haikais, adaptações de narrativas maiores. Quer conferir? Vai lá http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?cid=262

Livro digital, literatura universal

No último dia 02 de fevereiro, a Amazon lançou o Kindle 2.0. O novo leitor de e-books, disponível para compra desde de 24 de fevereiro, tem capacidade de armazenar aproximadamente 1.500 títulos. Atualmente, o site da Amazon dispõe de 90 mil títulos para venda, sistema parecido com o Itunes. O usuário do Kindle tem a possibilidade de conectar o leitor à rede sem fio e adquirir os títulos preferidos.

O pensamento de que tecnologias como a do Kindle acabarão com o velho e bom livro anda no ritmo da atual angústia desenfreada pelo novo. O último modelo de Televisão ultradigital, a última palavra em celulares que cozinham pipoca, a superinovação em transmissão de dados. Besteira. Boa parte do que nos é oferecido não passa de besteira. Portanto, se, no futuro, as pessoas lerem histórias inteiras sobre lâminas de cristal líquido, a verdadeira diferença deverá estar no conteúdo. Grandes histórias, cheias de hiperlinks, existem antes mesmo da escrita, Homero que o diga. O que sustenta a boa literatura é o texto, não o meio.

Dessa forma, acredito que “atual” é saber transitar pelo novo sem falar em nome da novidade. Tem que soar autêntico, natural. Um ótimo exemplo disso é o livro de contos Trocando em Miúdos, lançado por Luiz Paulo Faccioli no fim de 2008. Na antologia, Faccioli apresenta quinze contos livremente inspirados nas músicas de Chico Buarque. Mesmo tratando-se de prosa, o leitor percebe o ritmo da lírica suburbana de Chico em belos contos, como Coração Suburbano II, no qual a protagonista apenas busca um amor para lhe acompanhar. Leitura que tem encontro marcado com a trilha sonora.

Misturar literatura e música também é a proposta da Mojo Books . Desde 2006, a editora disponibiliza aos internautas e-book de ficção inspirada em música. Hoje, a editora soma 112 livros lançados, 115 singles e mais 5 quadrinhos. Entre os autores, nomes de todos o país como o Marcelino Freire, que emplacou na Mojo com uma livre versão de minicontos inspirados no genial disco de Stan Getz e João Gilberto. A Mojo não tem preferências por estilos musicais, só restringe que a referência ao disco deve ser mantida no campo da inspiração, ou seja, não são permitidas referências diretas às letras das músicas, traduções ou versões.

Criar a partir de outra linguagem, explorando formas, conectando sentidos sem ter a pretensão de soar inovador: creio nesse caminho. Certa vez, Charles Kiefer me falou: há autores que inovam e há os que são lidos. Não prego para que se deixe de lado a tecnologia, muito menos as inovações estéticas. Porém, acredito plenamente que, mesmo com tanta tecnologia, só o conteúdo transforma o homem. Tanto no Kindlen quanto nos aedos, boa literatura é universal.

Mauro Paz, artigo publicado no portal Artistas Gaúchos em 25/02/2009

Literatura digital no SESC Pinheiros

Desde o início dessa década, a literatura vem se modificando em função da internet. Nem digo os blogs, que são apenas suporte estático, mas sim a linguagem literária unida às infinitas possibilidades de expressão que a internet possibilita: vídeos, animações, games, som. Quando comecei a pesquisar sobre o assunto, em 2006, pouco havia no Brasil. Mas hoje o movimento ganha força e a prova disso é a programação do SESC Pinheiros para os meses de maio e junho. O programa começa com a abertura da exposição interativa Books no dia e segue com mesas de debates sobre o tema, oficinas de criação literária na web e performances. Acesse a programação .

Vou ao máximo de atividades que a agenda permitir. E comentarei diariamente aqui no blog. Em maio, fique ligado.

Reciclator Beta

Tudo vira notícia na internet: coisas simples, ridículas, extravagantes, recicláveis. Qualquer coisa é motivo de milhares de e-mails e mensagens no MSN com links. Hoje passando pelo Orkut de uma amiga, achei o vídeo acima. É bonitinho, a música é como batata frita, difícil achar alguém que não goste. Porém, esconde uma história trágica. Tcha-rã-nã-nã.
Essa coisa tosca, digna de uma pauta livre numa agência de publicidade ou de uma brincadeira de criança, foi feita por um diretor de verdade, um cara que faz cinema. Entre os filmes dele no youtube, o mais visto, com mais de 3 milhões de visualizações, era esse que postei. Os demais tinham no máximo 17 mil. Não que seja pouco, mas os menos vistos são os trabalhos que o cara pensou realmente e perdeu noites finalizando, enquanto esse clipe simplório feito de qualquer jeito foi visto por 3.000.000 de pessoas (haja zeros).
Posso tirar uma lição disso? Não sei, mas vou lançar meu lixo reciclado também. Segue abaixo: