Resposta errada, diz o Gênio. Raios translúcidos saem de suas mãos. Penetram meu peito. O estômago revira, como ao efeito de iogurte de ameixa. Sacripantas! Contraio os músculos. Inútil. As narinas se alargam, a boca. Pêlos vertem da pele. O focinho cresce ao rosto. Orelhas se esticam. Minhas feições a mercê da satânica massinha de modelar. Os dedos contraem-se. Ganho grandes cascos. Pernas, braços mudam de articulações. Ah, se minha mãe me visse assim. “Não criei filho pra andar de quatro.” Por fim, o mais desmoralizante, um rabo longo e peludo na ponta. Ao menos, agora posso excluir os e-mails “aumente seu pênis”.
Postado por mauro.paz - 1:37 pm, maio 28th, 2009.
Nem lembrava que tinha escrito esse texto. A Ana Santo lembrou ontem. É divertido até.
- Vaca.
- Ainda acordado?
- Rameira.
- Agressão gratuita?
- Quantos?
- Nenhum, mas bem que…
- Quem nasce para vintém, nunca chega a tostão.
- Pelo menos, naquele tempo, tinha o que comer.
- Belo prêmio por sustentar você e a velha.
- Não preciso de nada seu. Posso me virar sozinha.
- Isso não é nenhuma novidade.
- Não vou mais suportar isso. Longe daqui, mamãe não escutará mais suas baixarias.
- A velha até surda é.
- Mas sente o cheiro de podre.
- Já vão tarde.
- Um minuto. (silêncio) Esse apartamento é de mamãe?
- Então eu parto, mas minha viagem não tem volta.
Do quarto:
- Presenteou algum dos seus machos com meu revólver?
- Pagou a última conta de luz com ele.
- Devia ter desconfiado. Casando com uma p… minha vida seria uma zona.
Postado por mauro.paz - 6:44 pm, maio 27th, 2009.
Viu. Decifrou. E teve de revidar.
Postado por admin - 1:02 pm, novembro 25th, 2008.